23 de junho de 2009

4º Estágio de Canyoning da Desnivel em Guara [ parte II ]

Ora aqui fica a minha visão do encontro.
Abraço a todos.







22 de junho de 2009

4º Estágio de Canyoning da Desnivel em Guara

Nos dias 10, 11, 12, 13, 14 de Junho, uma vez mais, um grupo de associados da Desnível rumou para a Sierra de Guara para a realização do 4º estágio de canyoning da Desnível por aquelas terras.
Enquanto que por Lisboa a euforia dos feriados consecutivos convidava a praia, sardinhas e santos, a comitiva deliciava-se com a descoberta de novos rios, sempre marcados pela beleza com que a Sierra de Guara nos presenteia.
O grupo foi composto por 11 participantes com o nível técnico exigido e, já agora, sempre cheios de boa disposição e com muita vontade em ir para a água.




Foram realizados 6 rios (por ordem): Sarratanas, Gorgas Negras, Formiga, Oscuros del Balced, Consusa(situado nos pirinéus, próximo do Monte Perdido) e Peonera Inferior.
A maioria dos rios obtiveram opiniões muito positivas por parte dos participantes, pois estavam com bastante água, tornando-se assim bastante mais lúdicos e interessantes. A excepção terá sido o rio que, à partida, todos queriam descer visto estar sempre muito bem cotado em todos os guias, tanto a nivel de beleza quanto de dificuldade técnica. Não foi bem assim! Valeu pela caminhada de aproximação e pelo enquadramento paisagístico. Para um rio de 10 horas no total, queriamos um pouco mais!


Gorgas Negras


A avaliação foi muito positiva, mais uma vez! Não será por acaso que Guara é e será sempre um local de eleição para a práctica de canyoning.

A lamentar, a lesão do Romão no 2º dia e o encontro indesejado com a Guardia Civil que resultou num prejuízo de 105 euros para alguns dos participantes. Lembrem-se...el cinturon de seguridad es una obligacion! Ah, como me podia esquecer...e o Opel Kadett do Pedro Batista que à chegada a Lisboa não estava no sítio onde fora deixado, pois é o kadett de mil oitocentos e qualquer coisa foi roubado. Triste!

Uma nota importante a salientar foi o encontro internacional e jornadas técnicas de canyoning (denominado Gorgs-Mayencos 2009) que se realizou em Ainsa (Huesca), nas mesmas datas, com a participação de cerca de 750, sim 750 canionistas. Uma realidade bem diferente da nossa!

Fiquem com as fotos...

a todos um grande abraço,
Tiago Bernardino




Oscuros del Balced



Oscuros del Balced



Consusa



Peonera Inferior



Uma outra forma de fazer rapel???
Consusa




31 de maio de 2009

Canyoning nos Alpes Marítimos

Quero partilhar aqui um excelente exemplo de divulgação da modalidade por entidades oficiais.
O guia de Canyoning nos Alpes Marítimos, com enquadramento da modalidade e descrição de 36 descidas http://www.cg06.fr/tourisme/rando/clues-canyons/Lien_direct.htm

Gilberto

7 de maio de 2009

Canyoning NI - Santa Maria

Curso de Iniciação ao Canyoning em Santa Maria

Açores, 23 a 26 de Abril 2009

Após a expedição de canyoning a Santa Maria organizada pela Desnível no início de Abril de 2009, onde foram abertos e equipados 5 itinerários de canyoning, a Desnível, em parceria com a Ecoteca de Santa Maria, organizou o primeiro curso de canyoning na ilha, que contou com dois formadores e foi limitado a 11 formandos.

Da Esq. para a Direita em Cima: Frederico Pereira, Francisco Silva (formador), Maria Céu Almeida (formador), Hugo Carvalho, Alexandre Silva, Rui Martins; em baixo: Helder Chaves, Micaela Sardinha, Rita Câmara, Nelson Afonso, Raquel Batista, Henrique Simões e Nuno Costa.

Foi uma acção de formação um pouco diferente do que é normal para um curso de iniciação ao canyoning, pelo facto de ter sido um ano muito seco na ilha e as ribeiras estarem quase secas e porque os itinerários na ilha são caracterizados por grandes verticais, que não são muito adequadas a cursos de iniciação.

A 2º aula de rapel foi na pequena fraga com cerca de 14 metros na ribeira do Maloás, num ambiente espectacular e num geomonumento que é a disjunção prismática de Malbusca.

Contudo, as duas aulas para aprendizagem de técnicas de rapel em locais simples, o primeiro em espaço interior e o segundo num ambiente natural esectacular (Ribª Maloás, na Malbusca), permitiram aos formandos desenvolver competências técnicas e psicológicas para as grandes verticais que se seguiram, nomeadamente a Ribeira do Salto com um rapel de 40 metros e a abertura do braço Dto com dois rapeis (25+40m).

No último dia foi realizada a descida da ribeira do Amaro com um primeiro rapel de 20 metros e depois uma grande vertical com 55 metros, que termina numa grande piscina. Aproveitou-se a formação para fraccionar a vertical de forma a poder ser realizada com cordas de menor dimensão e os formandos passarem pela experiência de um rapel fraccionado. Assim foi realizado um rapel de 36 metros e o final optou-se por instalar um rapel guiado para evitar a piscina.

A grande vertical na Ribeira do Amaro

Chegados ao mar foi necessário subir a encosta escarpada, com a impressionante vista para a Baía de Tagarete. No cimo, num ambiente privilegiado, fizemos o debriefing final. Para terminar o dia, e mais uma vez vivenciar a hospitalidade local, nada melhor que um manjar na casa de família do Nuno, com vista para a Praia Formosa.

Ficou a vontade dos participantes do curso constituírem um núcleo local de canyoning integrado na Desnível e virem a participar em estágios e formação NII a desenvolver pela Associação. Para já contaremos com uma formação NII e um estágio no final de Setembro em São Jorge e para o ano, esperamos fazer um estágio em Santa Maria.
Com esta formação foram equipados e instaladas mais ancoragens sendo que por agora a oferta de percursos de canyoning equipados em Santa Maria é a seguinte:

Engenho: R1=12m (corrimão); R2=75m  (A fraccionar futuramente. Grande risco de roçamento e queda de pedras); R2=8m; R3=12m

Amaro: R1=20m; R2=55m que pode ser fraccionado em: R 36m + R 20m (ou 40 para Guiado); R3=12m

Salto: Braço Esq.: R1 = 40; Braço Dto: R1 = 20, R2 = 40m (possibilidade 35m)

Maloás – Malbusca: R1=12m; R2 = 75m (Necessário confirmar e a fraccionar futuramente, tipo: 40m + 35m)

Grande – Aveiro: R1=55m; R2 ou corrimão = 10m;  R3=45m + R4=55m (Vertical de 100m)

Mais informações no site da Ecoteca de Santa Maria em: http://ecotecas.blogspot.com/2009/05/curso-canyoning-nivel-i.html

16 de abril de 2009

Curso de Canyoning em São Jorge - Açores
8 a 12 Abril de 2009

A Associação Desnível organizou em parceria com a ART (Associação Regional de Turismo) um curso de canyoning em São Jorge com a participação de 21 formandos, 7 de São Jorge, 6 do Pico, 4 da Terceira, 3 do Faial e 1 de São Miguel.
O curso contou com uma aula teórica e três dias de prática, tendo sido os formandos distribuídos pelas suas competências, o que levou à formação de 4 grupos e possibilitou realizar uma formação de nível I (Iniciação) e a primeira fase de uma formação NII (Aperfeiçoamento).
A beleza da paisagem, a hospitalidade da população local e o apoio de diversas instituições locais (CM Velas, Bombeiros Voluntários das Velas, Aventour, Escola Profissional, Direcção Regional de Desporto, E.S.Velas, Montanheiros e Paróquia da Calheta) foram fulcrais para o sucesso desta formação. Para além da transmissão de conhecimentos técnicos, esta formação permitiu aos participantes descobrirem uma nova modalidade e as excelentes potencialidades que esta ilha apresenta para a prática de canyoning.
Durante a formação foram realizadas as descidas das ribeiras do Salto Superior, Cedros Inferior, Caldeira Esq. e Caldeira Dta.
Um especial agradecimento ao Jorge (Morango) e ao Paulo, pela simpatia e total disponibilidade.

Participantes:
Formadores: Francisco Silva, Maria do Céu Almeida, José João Cardoso, Marco Melo e o Luis Paulo Bettencourt como técnico auxiliar.

Formandos: António Soares (Paulo), Armando Lopes, César Silva, Dário Melo, Diana Catarino, Elsa Ferreira, Fabiana Silveira, Gil Branco, João Ávila, Jorge Santos, José Silva, Juliano Colino, Lisa Medeiros, Maria Leal, Michael Lecomte, Nilton Nunes, Rui Nivaldo, Serafim Brasil, Susana Ávila, Valter Medeiros e Vanda Carmo

Sem comentários, o melhor é ouvir o que eles dizem!

E assim começou a formação prática, muitas cordas e muitas técnicas para executar.

No final da Ribeira da Caldeira

Enquanto algumas equipas desciam ribeiras as outras...

E disseram eles que eram ambos comprometidos!

O jovem Serafim com os belos 65 anos!

Nem era necessário chamar os bombeiros, eles acompanharam-nos (Gil e Rui)

O pessoal estava sempre pronto para mais uma descida, mas só depois de bem alimentados!

E no final adivinhem quem ficou para enrolar as cordas!?

I Expedição de Canyoning da Desnível a Santa Maria, Açores

De 4 a 7 de Abril 2009 decorreu a I Expedição de Canyoning na ilha de Santa Maria, Açores, numa organização conjunta da Desnível e da Ecoteca de Santa Maria. Para este efeito, contou-se com a presença de quatro elementos da secção de canyoning, entre eles o coordenador da secção de canyoning e os responsáveis pelas secções de canyoning de S. Miguel e de S. Jorge: Francisco Silva, Maria do Céu Almeida, Paulo Pacheco e Luis Paulo Bettencourt.
Nesta expedição foram abertos e equipados cinco percursos em ribeiras com potencial para a prática do canyoning:

· Ribeira do Engenho - R1=12m (corrimão); R2=75m; R2=8m; R3=12m
· Ribeira do Amaro - R1=20m; R2=55m; R3=12m)
· Ribeira Grande (Salto do Aveiro) - Grande vertical 55+10(Corrimão)+45+55
· Ribeira do Salto - R1=40 m
· Ribeira de Maloás (Malbusca) - R1=12m; R2 = 75m


Estes percursos, embora não muito extensos, apresentam alguma verticalidade (maior rapel de 45 m a 95 m). Em virtude da acentuada estação seca na ilha, o período recomendado para se ter maior caudal é de Outubro a Junho.
A expedição contou com o apoio de diversas organizações, incluindo o Hotel Praia de Lobos, o Arruda & Arruda Lda. – Restaurantes e o Clube Naval de Santa Maria.

O luxo de uma saída por mar com um barco à disposição


Um especial agradecimento para a Rita Câmara que foi incansável no apoio que prestou e pela sua coragem, já que nos acompanhou em duas descidas, uma das quais com num rapel de 75 metros mas que parecia ter apenas 40!

Para mais informação consultar o blogue da Ecoteca de São Jorge em: http://ecotecas.blogspot.com/2009/04/canyoning-em-santa-maria.html e para ver a reportagem na televisão: http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=1505&idpod=24128&formato=wmv&pag=recentes&escolha (Telejornal dia 11/4, após o futebol!)
A equipar o início do Salto do Aveiro


Numa reunião suspensa no Salto do Aveiro


Saída da reunião suspensa no Salto do Aveiro

A Rita no seu primeiro rapel (Rapel guiado) com apenas 75 metros - Ribª Engenho

19 de novembro de 2008

Encontro Internacional de Canyoning - Cabo Verde 2009

Entre 5 e 12 de Abril de 2009 vai realizar-se um Encontro Internacional de Canyoning na ilha de Sto Antão em Cabo Verde – RIC 2009.
O encontro é organizado pela ACA, a EFC, a FEEC e Cabo Verde no Limits.
Para inscrições e informação:http://ric.canyoning.over-blog.com/

Jornadas Técnicas de Canyoning

Balanço e Conclusões

A Associação Desportos de Aventura Desnível, contando com a parceria técnico-cientifica da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril e da Escola Superior de Desporto de Rio Maior e do apoio da Diverlanhoso e da Câmara Municipal de Povoa de Lanhoso, organizou entre 14 a 16 Novembro 2008 as Jornadas Técnicas de Canyoning.
Estas Jornadas visaram reunir os técnicos, desportistas e agentes que desenvolvem, praticam ou prestam serviços associados a esta modalidade, tendo como principais objectivos promover a interacção entre os praticantes e agentes da modalidade e debater assuntos técnicos, modelos de formação e de enquadramento e prática desta actividade, de forma a contribuir para o desenvolvimento sustentado da modalidade.
Estas Jornadas contaram com 70 participantes, estando representados diversos monitores, clubes, empresas e estabelecimentos do ensino superior. As Jornadas decorreram num ambiente bastante descontraído e participativo, tendo sido alcançados os objectivos propostos.

As Jornadas foram divididas em seis sessões, sendo privilegiado a componente de formação e de debate.

Na sexta à noite foram apresentados várias comunicações referentes a estudos de ribeiras para a prática de canyoning, referentes ao trabalho final dos formandos inscritos no último curso de nível avançado, ministrado pela Associação Desnível.

O programa no sábado foi dividido em 3 sessões:

  • Durante a manhã foram apresentadas 6 comunicações técnico-ciêntíficas.
  • Á tarde os participantes foram divididos em dois grupos de trabalho, um referente aos modelos de formação e outro sobre o enquadramento jurídico da modalidade.
  • A noite foi destinada a apresentações de destinos de canyoning: Açores, Maiorca, Canárias e Brasil e a sorteio de prémios de equipamentos disponibilizados por diversos patrocinadores, nomeadamente a Beal, a Petzl, a Five Ten, a CCBoard Center, a Tobogã e a Xplora
O programa de domingo contou com 3 sessões:
  • Um grupo de praticantes foi descer o rio Saltadouro, actividade que decorreu durante todo o dia.
  • Durante a manhã decorreram em simultâneo três workshops: auto-resgate, resgate e técnicas expeditas, contando com 34 formando.
  • À tarde uma equipa da Diverlanhoso realizou um simulacro de resgate no Rio Cabreira

As comunicações estão disponíveis em: http://moodle.desnivel.pt/course/view.php?id=33

Mais fotos disponíveis em:
http://picasaweb.google.com/marciofaria36/JTCRioSaltadouro16NOV08
http://picasaweb.google.com/PCBaptista/RioSaltadouroNov2008

Conclusões das Jornadas
Durante as Jornadas foi consensual que o canyoning é uma actividade que pode ser encarada, quer do ponto de vista desportivo, quer de lazer e da animação turística, pelo que o seu enquadramento deve ir para além da competência das federações. Estas por sua vez apresentam competências na formação de quadros benévolos, sendo que a formação profissional deve ser enquadrada por outras entidades.
As principais conclusões decorreram do trabalho desenvolvido pelos dois workshops desenvolvidos durante a tarde de Sábado:

Grupo trabalho 1 - Reflexão sobre regulamentação/normalização na actividade de canyoning
Ideia mais forte: criação de uma marca/selo “canyoning responsável” voluntária
Destinatários: empresas, associações, clubes
Promotores: entidades do Sistema de Educação/Formação, associações empresariais e desportivas, empresas e clubes.
Mecanismo de controlo: comunicação cliente / marca
Requisitos a incluir:
- Rácio de enquadramento técnico referencial
- Equipamento (EPI, colectivo, etc…)
- Qualificação mínima
- Seguros
- Informação/comunicação sobre meio envolvente
- Obrigatoriedade de informação e transparência
- Procedimentos e.g.

  • registo de ocorrências
  • sistema de processamento de ocorrências
  • gestão de emergências
  • prestação de informações/transparência para clientes/participantes
  • inquérito de avaliação

Grupo trabalho 2 – Recomendações para a Formação

- A formação técnica deverá estar estruturada por níveis, sendo aceitável para ponto de partida cinco níveis.
- Para a actividade profissional, para além da formação técnica, deve existir uma vertente de formação de profissionais (Qualificação profissional).
- A carga horária, deverá servir como orientação, sendo importante identificar as competências terminais por cada nível de formação.
- Prever o reconhecimento da formação realizada no sentido de estabelecer processos de credenciação.
- Conteúdos (desenvolver numa 2ª fase…)
- Modelo de avaliação (desenvolver numa 2ªfase…)
- Perfis de competências (por nível)

  • área técnica (igual p/a praticantes e profissionais)
  • área pessoal e social (condução de grupos, dinâmica, liderança…)
  • área pedagógica
  • área biológica (socorrismo básico)

- Prever oportunidades de reciclagem e formação contínua
- Identificação das organizações/entidades com intervenção na área da formação: Federações (FCMP, FPME, FPE), Estabelecimentos de Ensino Superior, Associações e Clubes (Desnível, etc.), Empresas, Associações de Empresas (APECATE), IEFP, ICNB, TP
- Recomenda-se o envolvimento de equipas de profissionais associados ao socorro, tais como, Bombeiros, Protecção Civil, equipas de resgate, etc.

18 de novembro de 2008

Expedição Canyoning a São Jorge e às Flores - 2008

(Foto: Canyoning das Barrosas - Flores)

No Verão de 2008 uma equipa da Desnível voltou aos Açores para a 3ª expedição de exploração de canyoning em São Jorge e a 5º expedição nas Flores.

As expedições às ilhas de São Jorge e das Flores tiveram como objectivo abrir e equipar diversos itinerários de canyoning de forma a potencializar os recursos existentes e permitir que outros praticantes possam visitar a ilha, ter acesso à informação sobre os itinerários e possam realiza-los em segurança.
Paralelamente pretendeu-se melhorar o equipamento de algumas ribeiras e proceder a uma avaliação das potencialidades para a prática da modalidade, especialmente como produto turístico. Como objectivo complementar pretendeu-se contribuir para a formação de técnicos locais.

IIIª Expedição de canyoning em São Jorge, de 1 a 10 de Agosto

(Foto: Canyoning do Castelhano)

Equipa: Francisco Silva, Maria do Céu Almeida, Mário Silva, Bruno Sebastião e Luís Paulo Bettencourt.

(Foto: Os 4 elementos da equipa em São Jorge e o menino do chá)

Um especial agradecimento à empresa Aventour pelo apoio logístico e amizade.

(Foto: Rapel final na Ribª de São Tomé - S. Jorge)

Durante a expedição foram realizadas oito descidas das quais seis aberturas e equipamento:

Vª Expedição de canyoning nas Flores entre 11 e 21 de Agosto (Foto: Durante a abertura da Ribª do Moco)

Equipa: Francisco Silva, Maria do Céu Almeida, Mário Silva e Marco Melo.

Um especial agradecimento ao Carlos Tostes do Hotel Ocidental e à Câmara Municipal de Sta Cruz.

(Video: Tobogã no Canyoning das Barrosas - Flores)

Durante a expedição foram realizadas oito descidas das quais seis aberturas e equipamento:

(Video: Rapel final no Canyoning das Barrosas - Flores)

12 de julho de 2008

Coasteering

O coasteering é uma modalidade desportiva relativamente recente, que consiste em progredir ao longo da costa pelas rochas e pelo mar, recorrendo a natação, escalada, saltos e caminhada. Em Portugal os locais mais propícios para prática desta modalidade são as zonas de costa rochosa bastante recortada com pequenas praias, virada a sul, como é o caso da Arrábida e da Serra de Sintra entre a Cabo da Roca e os Cinzentos (junto ao Abano).

Desde há cerca de três anos que a Desnível tem realizado actividades de coasteering, especialmente junto dos praticantes de canyoning.

Francisco a saltar, junto ao "Guincho Velho" (Foto de: Céu, Julho 2006)

O coasteering permite descobrir novas paisagens e perspectivas


Como se passa muito tempo dentro de água é necessário utilizar fato neoprene e um colete ou uma mochila com um flutuador. O capacete, luvas e calçado apropriado fazem parte do equipamento de segurança.

Para praticar esta actividade é fundamental cumprir as seguintes regras: saber nadar, nunca ir sozinho, avaliar as condições do mar, utilizar o equipamento adequado, ir com alguém que tenha experiência, verificar a profundidade antes de saltar.

A dificuldade do percurso depende de diversos factores, entre os quais, a dificuldade de progressão, a temperatura atmosférica e da água, a extensão do percurso, o vento, etc. No entanto o elemento mais variável é o estado do mar associado á ondulação e à direcção das ondas. Podemos assim considerar três níveis de dificuldade:
Blue Line: Boas condições para a prática da actividade com águas e vento calmo.
White Line; Ondas entre um metro e dois metros, com “carneiros” e muita espuma.
Red Line; Ondulação superior a dois metros, com necessidade de reacções rápidas e nadar bastante. Condições limites para se comercializar a actividade.
É ainda considerada: Flat line - percursos mais longos com condições calmas