Abraço a todos.






Blog da secção de canyoning da Associação de Desportos de Aventura DESNÍVEL
Da Esq. para a Direita em Cima: Frederico Pereira, Francisco Silva (formador), Maria Céu Almeida (formador), Hugo Carvalho, Alexandre Silva, Rui Martins; em baixo: Helder Chaves, Micaela Sardinha, Rita Câmara, Nelson Afonso, Raquel Batista, Henrique Simões e Nuno Costa.
Foi uma acção de formação um pouco diferente do que é normal para um curso de iniciação ao canyoning, pelo facto de ter sido um ano muito seco na ilha e as ribeiras estarem quase secas e porque os itinerários na ilha são caracterizados por grandes verticais, que não são muito adequadas a cursos de iniciação.
A 2º aula de rapel foi na pequena fraga com cerca de 14 metros na ribeira do Maloás, num ambiente espectacular e num geomonumento que é a disjunção prismática de Malbusca.
Engenho: R1=12m (corrimão); R2=75m (A fraccionar futuramente. Grande risco de roçamento e queda de pedras); R2=8m; R3=12m
Amaro: R1=20m; R2=55m que pode ser fraccionado em: R 36m + R 20m (ou 40 para Guiado); R3=12m
Salto: Braço Esq.: R1 = 40; Braço Dto: R1 = 20, R2 = 40m (possibilidade 35m)
Maloás – Malbusca: R1=12m; R2 = 75m (Necessário confirmar e a fraccionar futuramente, tipo: 40m + 35m)
Grande – Aveiro: R1=55m; R2 ou corrimão = 10m; R3=45m + R4=55m (Vertical de 100m)
E assim começou a formação prática, muitas cordas e muitas técnicas para executar.
No final da Ribeira da Caldeira
Enquanto algumas equipas desciam ribeiras as outras...
E disseram eles que eram ambos comprometidos!
O jovem Serafim com os belos 65 anos!
Nem era necessário chamar os bombeiros, eles acompanharam-nos (Gil e Rui)
O pessoal estava sempre pronto para mais uma descida, mas só depois de bem alimentados!
E no final adivinhem quem ficou para enrolar as cordas!?


A Associação Desportos de Aventura Desnível, contando com a parceria técnico-cientifica da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril e da Escola Superior de Desporto de Rio Maior e do apoio da Diverlanhoso e da Câmara Municipal de Povoa de Lanhoso, organizou entre 14 a 16 Novembro 2008 as Jornadas Técnicas de Canyoning.As Jornadas foram divididas em seis sessões, sendo privilegiado a componente de formação e de debate.
Na sexta à noite foram apresentados várias comunicações referentes a estudos de ribeiras para a prática de canyoning, referentes ao trabalho final dos formandos inscritos no último curso de nível avançado, ministrado pela Associação Desnível.
O programa no sábado foi dividido em 3 sessões:
As comunicações estão disponíveis em: http://moodle.desnivel.pt/course/view.php?id=33
Mais fotos disponíveis em:
http://picasaweb.google.com/marciofaria36/JTCRioSaltadouro16NOV08
http://picasaweb.google.com/PCBaptista/RioSaltadouroNov2008
Conclusões das Jornadas
Durante as Jornadas foi consensual que o canyoning é uma actividade que pode ser encarada, quer do ponto de vista desportivo, quer de lazer e da animação turística, pelo que o seu enquadramento deve ir para além da competência das federações. Estas por sua vez apresentam competências na formação de quadros benévolos, sendo que a formação profissional deve ser enquadrada por outras entidades.
As principais conclusões decorreram do trabalho desenvolvido pelos dois workshops desenvolvidos durante a tarde de Sábado:
Grupo trabalho 1 - Reflexão sobre regulamentação/normalização na actividade de canyoning Ideia mais forte: criação de uma marca/selo “canyoning responsável” voluntária
Destinatários: empresas, associações, clubes
Promotores: entidades do Sistema de Educação/Formação, associações empresariais e desportivas, empresas e clubes.
Mecanismo de controlo: comunicação cliente / marca
Requisitos a incluir:
- Rácio de enquadramento técnico referencial
- Equipamento (EPI, colectivo, etc…)
- Qualificação mínima
- Seguros
- Informação/comunicação sobre meio envolvente
- Obrigatoriedade de informação e transparência
- Procedimentos e.g.
Grupo trabalho 2 – Recomendações para a Formação
- A formação técnica deverá estar estruturada por níveis, sendo aceitável para ponto de partida cinco níveis.
- Para a actividade profissional, para além da formação técnica, deve existir uma vertente de formação de profissionais (Qualificação profissional).
- A carga horária, deverá servir como orientação, sendo importante identificar as competências terminais por cada nível de formação.
- Prever o reconhecimento da formação realizada no sentido de estabelecer processos de credenciação.
- Conteúdos (desenvolver numa 2ª fase…)
- Modelo de avaliação (desenvolver numa 2ªfase…)
- Perfis de competências (por nível)
- Prever oportunidades de reciclagem e formação contínua
- Identificação das organizações/entidades com intervenção na área da formação: Federações (FCMP, FPME, FPE), Estabelecimentos de Ensino Superior, Associações e Clubes (Desnível, etc.), Empresas, Associações de Empresas (APECATE), IEFP, ICNB, TP
- Recomenda-se o envolvimento de equipas de profissionais associados ao socorro, tais como, Bombeiros, Protecção Civil, equipas de resgate, etc.
No Verão de 2008 uma equipa da Desnível voltou aos Açores para a 3ª expedição de exploração de canyoning em São Jorge e a 5º expedição nas Flores.
As expedições às ilhas de São Jorge e das Flores tiveram como objectivo abrir e equipar diversos itinerários de canyoning de forma a potencializar os recursos existentes e permitir que outros praticantes possam visitar a ilha, ter acesso à informação sobre os itinerários e possam realiza-los em segurança.
Paralelamente pretendeu-se melhorar o equipamento de algumas ribeiras e proceder a uma avaliação das potencialidades para a prática da modalidade, especialmente como produto turístico. Como objectivo complementar pretendeu-se contribuir para a formação de técnicos locais.
IIIª Expedição de canyoning em São Jorge, de 1 a 10 de Agosto
(Foto: Canyoning do Castelhano)
Equipa: Francisco Silva, Maria do Céu Almeida, Mário Silva, Bruno Sebastião e Luís Paulo Bettencourt.
(Foto: Os 4 elementos da equipa em São Jorge e o menino do chá)
Um especial agradecimento à empresa Aventour pelo apoio logístico e amizade.
(Foto: Rapel final na Ribª de São Tomé - S. Jorge)
Durante a expedição foram realizadas oito descidas das quais seis aberturas e equipamento:
Vª Expedição de canyoning nas Flores entre 11 e 21 de Agosto (Foto: Durante a abertura da Ribª do Moco)
Equipa: Francisco Silva, Maria do Céu Almeida, Mário Silva e Marco Melo.
Um especial agradecimento ao Carlos Tostes do Hotel Ocidental e à Câmara Municipal de Sta Cruz.
(Video: Tobogã no Canyoning das Barrosas - Flores)
Durante a expedição foram realizadas oito descidas das quais seis aberturas e equipamento:
(Video: Rapel final no Canyoning das Barrosas - Flores)
Francisco a saltar, junto ao "Guincho Velho" (Foto de: Céu, Julho 2006) O coasteering permite descobrir novas paisagens e perspectivas
Como se passa muito tempo dentro de água é necessário utilizar fato neoprene e um colete ou uma mochila com um flutuador. O capacete, luvas e calçado apropriado fazem parte do equipamento de segurança.
Para praticar esta actividade é fundamental cumprir as seguintes regras: saber nadar, nunca ir sozinho, avaliar as condições do mar, utilizar o equipamento adequado, ir com alguém que tenha experiência, verificar a profundidade antes de saltar.